Por hoje: “o único gesto possível é este”

Quando Bruna, Nirvana e Petterson se encontravam, na Vila Madalena, calor do cão no verão de 2011, era para buscar formas de encontro, diálogo entre artistas da dança no Brasil para compartilhar modos de criação. Seriam estes encontros de fricção ou de afetividade? De afinidade ou diferença? Certamente, serima umas danças que produzem conhecimento, refletem a pesquisa da cena, do movimento e de nós mesmos. E certamente, seria sobre/em São Paulo, tal complexa cidade em que vivemos e não vivemos…

Então, para tal curadoria ainda orgânica, viva, em debate, elencamos tais artistas que já tem em sua prática modos de criação compartilhados: tanto em sua estética, ética, política, como na vida, na cidade que provém, no seu habitat cultural.

Nascia, com tantas modificações, o desenho curatorial dos ciclos.

Bruna contava-nos sobre um encontro onde esta frase compos nosso imaginário diante dos criadores elecandos para o primeiro ciclo: “o único gesto possível é este”.

Qual? Único? Próprio? De que maneira? Identificamos que estes artistas – Du Fukushima, Claudia Muller, Micheline Torres, Gustavo Bittencourt e Erica Tessarolo – apresentam um modo de criação, e o compartilham, e é possível identificar tal necessidade, urgência, pesquisa, linguagem, modo de dizer para todos: é este gesto aqui. Não outro.

Vamos experimentar juntos hoje?

Nirvana Marinho